Blog de perguntas e respostas. Use nossa comunidade no Orkut ou nossa lista!

10/16/2004

Solidariedade em Rorty

Perunta de aluno da UNIFAI jdopt@yahoo.com.br

Como entender a solidariedade em Rorty

Amigo

Primeiro: Fiz um livrinho que resolve uma boa parte dos problemas surgidos no entendimento de Rorty. Tenho segurança em indicá-lo, uma vez que o próprio Rorty leu a primeira versão e aprovou. Ele está publicado pela Vozes, chama-se Richard Rorty - a filosofia do Novo Mundo em busca de mundos novos. Olhe no site da Vozes: www.vozes.com.br

Segundo: nunca tome solidariedade como um substituto de algum tipo fundamento. Esse foi um problema que surgiu de uma primeira leitura do professor Bento Prado, em meados dos anos 90, quando Rorty esteve no Brasil em um debate promovido pelo Banco Nacional. Bento achou que Rorty estava privilegiando a razão prática (em termos kantianos). Apesar de Bento não errar, pois no fim do texto ele toma as precauções devidas a respeito do que disse, ele induziu outros desavisados ao erro. Pois acharam que Rorty estava fazendo um giro kantiano, saindo do representacionalismo fundacionalista da razão teorética e apelando para outro fundamento, o calcado em laços morais, na razão prática. Não! A solidariedade em Rorty é aquela da qual fala Hume lido por Annette Baier: optamos por cuidar de nossa prole primeiro do que de nossos vizinhos, de nossos vizinhos primeiro do que de nossos concidadãos, de nossos concidadão primeiro do que da humanidade e assim por diante. Laços de educação e de identificação criam a solidariedade e esta, por sua vez, cria o que Habermas e Davidson chamam de intersubjetividade que, para Rorty, nos dá a objetividade.

Paulo Ghiraldelli Jr.



 
^

Powered by BloggerPROFESSOR VIRTUAL by UsuárioCompulsivo
original Washed Denim by Darren Delaye
Creative Commons License