<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930</id><updated>2011-12-13T00:56:17.991-02:00</updated><category term='Pragmatismo'/><category term='reificação'/><category term='ensino'/><category term='Apel'/><category term='escola'/><category term='Rorty'/><category term='Husserl'/><category term='Teoria Crítica'/><category term='Heidegger'/><category term='Realismo'/><category term='Filosofia Brasileira'/><category term='Metafísica'/><category term='Estudar filosofia'/><category term='Habermas'/><category term='Metanarrativa'/><category term='Positivismo'/><category term='evasão'/><category term='Filosofia Americana'/><category term='Iluminismo'/><category term='Foucault'/><category term='pós-modernidade'/><category term='Fenomenologia'/><category term='Lyotard'/><category term='pobres'/><category term='Virada linguística'/><category term='Filosofia no ensino médio'/><category term='Existencialismo'/><category term='Administração'/><category term='Escola de Frankfurt'/><category term='Perspectivismo'/><category term='Darwinismo'/><category term='Progresso'/><title type='text'>PROFESSOR VIRTUAL</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://professorvirtual.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>24</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-625574747223048716</id><published>2007-10-24T00:50:00.000-02:00</published><updated>2007-10-24T01:01:35.345-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='escola'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ensino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pobres'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='evasão'/><title type='text'>Pobres na escola</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx60VsPSqMI/AAAAAAAAAeg/xX_zsGbvUFg/s1600-h/school18.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124731710739753154" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx60VsPSqMI/AAAAAAAAAeg/xX_zsGbvUFg/s320/school18.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Pergunta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prof. Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admiro muito as suas idéias e, no início do mês, pretendo adquirir o DVD e mais alguns livros para tentar entender e acompanhar seus pensamentos cada vez melhor.&lt;br /&gt;Naquela dicussão que fez com Saviani, fiquei curioso em saber do tal "perigo" de utilizarmos o termo "pobres" para falar da questão da democratização do ensino.&lt;br /&gt;Um estudo recente da FGV mostrou que embora tenha reduzido, de 1992 para cá, o país concentra atualmente 36,2 milhões de pessoas na miséria. Pergunto: quando fala do "pobre", o Sr. está se referindo a esse cidadão ou a este que estaria entre a classe média baixa e o miserável?&lt;br /&gt;Nas escolas que conheço, a idéia de progressão continuada tem criado possibilidades interessantes para os filhos dessas famílias cujos pais (acredite!) sequer sabem dizer o nome completo do seu filho. Não seria o caso de adotá-la (a progressão continuada) ao menos nas três séries iniciais?&lt;br /&gt;Anderson &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffff00;"&gt;Resposta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Anderson&lt;br /&gt;A resposta que dou aqui por e-mail estará disponível também no blog do Portal Brasileiro da Filosofia &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/" target="_blank" rel="nofollow" _fcksavedurl="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt; e no &lt;a href="http://professorvirtual.blogspot.com/" target="_blank" rel="nofollow" _fcksavedurl="http://professorvirtual.blogspot.com/"&gt;http://professorvirtual.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, veja então. O que eu disse na discussão com Saviani (se é que estamos falando do mesmo texto) é que o termo "pobre", no caso específico, é um qualificativo que ajuda pouco. Pois o que estávamos conversando era sobre o fato dos historiadores da educação aparecerem com a versão de que a escola no Brasil foi ampliada para os pobres (ainda que não satisfatoriamente), e que isso é que gerou o problema da evasão e todos os outros problemas que conhecemos, na escola pública. Ou seja, precisaríamos de uma nova escola, que nunca foi feita, por causa de uma certa democratização do ensino.&lt;br /&gt;Eu digo que essa versão não é boa, e ela tem corre o risco de, inclusive, falsear as coisas. Não é por causa do pobre ter entrado para a escola, se é qu ele ele entrou quando os historiadores dizem que entrou, que a escola se tornou o que se tornou. Ela se tornou o que se tornou não pelo fato do pobre nao aprender e ser um problema. Ela se tornou o que se tornou pelo fato de que quando o pobre entrou, ainda que em pequenas levas, o rico saiu. E ao sair, a escola deixou de ser prioridade para os governos. Onde o rico não anda, o estado não vai e o mercado não vai. Portanto, não vai ninguém, só fica o carente diante do carente. Essa é a questão. Portanto, toda vez que fazemos alguma reforma educacional, o primeiro item é saber se vamos manter ou não o mais rico no lugar, pois se ele vai sair, podemos ter certeza que não teremos chance de manter o lugar funcionando. Não porque o rico paga algo para o lugar, mas porque o rico atrai a atençao de todos - ele comanda o estado e o mercado, por influência, presença, correias de transmissão etc. Toda vez que isolamos os que possuem mais do que os que possuem menos, em qualquer situação social, quem paga o pato é o que possui menos.&lt;br /&gt;Agora, sobre a progressão continuada, eu tenho um amigo, o José, que é diretor em Socorro, que escreveu no Portal da Educaçao - &lt;a href="http://www.educacao.pro.br/"&gt;http://www.educacao.pro.br/&lt;/a&gt; - algo favorável. Mas eu, particularmente, já escrevi várias vezes que sou contra. Não há estrutura para tal no Brasil. E se houvesse, ela não seria necessária. Aliás, neste ponto, Saviani concorda comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldellli Jr.&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:pgjr23@yahoo.com.br"&gt;pgjr23@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-625574747223048716?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/625574747223048716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/625574747223048716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2007/10/prof.html' title='Pobres na escola'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx60VsPSqMI/AAAAAAAAAeg/xX_zsGbvUFg/s72-c/school18.gif' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-4977154096265335407</id><published>2007-10-23T00:41:00.000-02:00</published><updated>2007-10-23T00:45:49.793-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lyotard'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pós-modernidade'/><title type='text'>O que é pós-modernidade?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx1f2MPSqKI/AAAAAAAAAeQ/y8tkVgGtO8M/s1600-h/Lyotard_p.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5124357335620429986" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx1f2MPSqKI/AAAAAAAAAeQ/y8tkVgGtO8M/s320/Lyotard_p.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pós-modernidade&lt;br /&gt;Pergunta de João Paulo Azevedo - &lt;a href="mailto:joaopauloazevedo@yahoo.com.br"&gt;joaopauloazevedo@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O que é pós-modernidade e estudos culturais? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resposta:&lt;br /&gt;João Paulo&lt;br /&gt;A pós-modernidade é definida pelo filósofo francês Lyotard, em 1979, como sendo uma situação em que as grandes narrativas (os grandes sistemas filosóficos nos quais baseamos nossa consciência e nossa ação) deixam de ter a credibilidade que tinham. Pós-modernidade passou a ser, de lá para cá, a situação de crise e perda de legitimidade das meta-narrativas, dos discursos últimos que sustentam discursos menos fundamentais.&lt;br /&gt;Agora, "estudos culturais", neste caso, é um adendo acadêmico que é visto como o que pode ser agregado ao estudo da pós-modernidade por consequência da vida pós-moderna, e em geral o pessoal que lida com isso faz investigações de gênero e multiculturalismo.&lt;br /&gt;Bem, João, estou colocando você na lista de e-mails de gente que lê o Portal. Você viu que temos uma TV on line, não? Então, podemos fazer programas ao vivo em vídeos para a TV, a pedido de grupos que querem estudar filosofia ou ter um apoio para um tema. OK?&lt;br /&gt;Esta sua resposta aqui vai estar no blog do Portal, para sua consulta posterior. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. - O filósofo da cidade de São Paulo&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:pgjr23@yahoo.com.br"&gt;pgjr23@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[foto acima: Lyotard]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a title="Adicionar ao Del.icio.us" href="http://del.icio.us/post?url=http://portal.filosofia.pro.br/blog/pos-modernidade.html" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Adicionar ao Digg" href="http://digg.com/submit?phase=2&amp;amp;url=http://portal.filosofia.pro.br/blog/pos-modernidade.html" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a title="Adicionar este blog aos favoritos" href="http://technorati.com/faves?add=http://portal.filosofia.pro.br//blog.html" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-4977154096265335407?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/4977154096265335407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/4977154096265335407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2007/10/o-que-ps-modernidade.html' title='O que é pós-modernidade?'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_ElVH5nwaexE/Rx1f2MPSqKI/AAAAAAAAAeQ/y8tkVgGtO8M/s72-c/Lyotard_p.jpg' height='72' width='72'/></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-113855442013415066</id><published>2006-01-29T15:04:00.000-02:00</published><updated>2007-07-24T20:48:32.947-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Estudar filosofia'/><title type='text'>Estudar Filosofia</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/1600/filosofo%20e%20menino.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/320/filosofo%20e%20menino.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Edileuza - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://br.f514.mail.yahoo.com/ym/Compose?To=edileuzamarcia@uol.com.br" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;edileuzamarcia@uol.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt; - pergunta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que seria então ser intelectual e porque nem todos que estudam a filosofia conseguem de fato filosofar? Quero saber se isso se significaria, acredito, levandar questionamentos a cerca do mundo a sua volta! buscando com rigor, radicalidade e sistematização, o que se encontrou na raiz das questões elaboradas inicialmente, fazendo uma relação com o contexto atual, e colocando estes sempre na dúvida, na certeza do incompleto ou incerto.&lt;br /&gt;Sabemos que somos determinados e isso nos condiciona de certa forma pelo sistema vigente (capitalismo) , porém acredito na capacidade humana de pela reflexão critica da realidade q esta inserido, isso seja possível(exercitar a Filosofia)&lt;br /&gt;Para mim a Filosofia não seria nem mesmo uma disciplina, mas uma prática que realizamos cotidianamente, ao trabalhar com meus alunos na EJA por exemplo, isso é uma realidade e percebo, sinto as inquietações q eles tem a despeito do mundo , mesmo com um "nível intelectual" dito "não satisfatório" por alguns. Percebo errado?&lt;br /&gt;Abraços!&lt;br /&gt;Edileuza Márcia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Resposta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Edileuza &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O sistema pelo qual você entrou na filosofia foi uma regra. Era o do Saviani, não? Mas aquilo deveria ter sido apenas um passo. O Saviani reduzia a filosofia a um tipo de método de reflexão. Não havia conteúdo propriamente filosófico para ela. Eu compartilho da reflexão de um filósofo que às vezes faz algo parecido, que é o Rorty. Ele reduz a filosofia a aspectos técnicos, às vezes, para dizer que a filosofia não tem nada a ver conosco. E às vezes ele vai para a atividade dos filósofos, e mostra que eles não tem nada em comum, para dizer que a filosofia não poderia ser reduzida a aspectos técnicos. Rorty é um esgrimista, e então, eu que quero lê-lo seriamente, vejo que ele oscila de propósito.&lt;br /&gt;A filosofia é, sim, um discurso com um núcleo técnico, onde os problemas estão alinhados de certa forma. Podemos perceber que os filósofos possuem perguntas que tem a ver com perguntas do passado, de outros filósofos, mesmo que o modo de perguntar ou mesmo as próprias perguntas sejam outras. Por isso, ninguém nega que exista coisas como ética, epistemologia, cosmologia, ontologia, pedagogia, política, estética etc. São o conteúdo da filosofia. Agora, a filosofia pode se debruçar sobre assuntos comuns, e com o que aprendeu na sua discussão técnica, abordar de um modo novo assuntos comuns, não propriamente filosóficos ou só tangencialmente filosóficos.&lt;br /&gt;O melhor modo de fazer ambas as coisas é estudar um bom filósofo, de modo a aprender com ele a filosofar, e, ao lado disso, estudar a história da filosofia, para integrar o saber daquele filósofo no contexto filosófico. Complementa-se isso tudo com a leitura em outras áreas e com um treinamento para produzir um texto inteligível. Se fizer isso, estará no caminho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-113855442013415066?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113855442013415066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113855442013415066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2006/01/estudar-filosofia.html' title='Estudar Filosofia'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-113828432434329199</id><published>2006-01-26T11:57:00.000-02:00</published><updated>2007-07-24T20:51:15.357-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Apel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rorty'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pragmatismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Habermas'/><title type='text'>Pragmatismo - Habermas, Rorty, Apel e Putnam</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/1600/haber.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/320/haber.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Pergunta de Leandro Hollionalicy &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:holliphylos@hotmail.com"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;holliphylos@hotmail.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Bom dia Paulo,&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;É um prazer falar com você, sou graduado em Filosofia pela PUC-MG e atualmente estou trabalhando na definição de um tema e elaboração de um projeto para o mestrado. Na verdade eu tenho trabalhado a virada linguistica na perspectiva de Appel, uma vez que minha pretenção é a de buscar e apontar possíveis pressupostos que possam legitimar uma possível fundamentação da Ética nas premissas da linguagem.&lt;br /&gt;O fato é que achei muito interessante a abordagem que você fez de Rorty em relação ao tema e gostaria de saber em que obra deste autor eu posso encontrar esta análise.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Leandro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Conhecimento é "crença verdadeira justificada". Ao menos desde Platão, através do discurso de Sócrates. Os epistemólogos atuais aceitam a definição. Bom, a que ela conduz? Para quem é fundacionista, o problema é ver como que a "crença verdadeira", seja qual for a teoria de verdade que temos, pode ou não ganhar justificação, ou melhor, ganhar fundamentação.&lt;br /&gt;Habermas e Apel, na Europa, e Putnam, nos Estados Unidos, estão interessados nisso. Os franceses do pós-estruturalismo e os americanos Rorty e Davidson, certamente não.&lt;br /&gt;Debatendo com Rorty, Habermas sintetiza as perspectivas dos fundacionistas. A proposição é verdadeira se ela pode ser justificada sob condições epistêmicas ideais (Putnam), ou se ela pode vencer argumentativamente em uma situação ideal de fala (Habermas) ou se ela pode vencer argumentativamente em uma comunidade ideal de comunicação (Apel).&lt;br /&gt;As posições parecem semelhantes. Mas a pequena diferença faz toda a diferença. Pois na prática é mais fácil Rorty, sem querer ser fundacionista, simpatizar com o projeto de Habermas.&lt;br /&gt;Veja, Rorty rechaça a necessidade da filosofia ser fundamentadora. Mas ele a mantém como uma força de persuasão, e ele acredita que seu projeto de lutar por situações de liberdade - que envolve um esforço grande pela liberdade de expressão -, do ponto de vista político, tem a ver com a luta de Habermas que envolve, fora do campo da fundamentação, querer ver, na realidade, a "situação ideal de fala". Nesse sentido, a parte da filosofia de Rorty, é negativa. Se ela tem alguns aspectos positivos, como a idéia de redescrição, isso não é propriamente filosófico, para ele, pois poderia ser feito por outros intelectuais não-filósofos. Agora, a parte política de Rorty, esta sim é positiva - ele realmente está engajado, como político, na democracia.&lt;br /&gt;Bem, agora, cabe a você ir adiante. A bibliografia básica é esta:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rorty, R. &amp;amp; Ghiraldelli Jr., P. &lt;em&gt;Ensaios pragmatistas sobre subjetividade e verdade&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: DPA, 2006.&lt;br /&gt;Rorty, R. &lt;em&gt;Pragmatismo e política&lt;/em&gt;. São Paulo: Martins Fontes, 2005.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ghiraldelli Jr., P. &lt;em&gt;Caminhos da filosofia&lt;/em&gt;. Rio de Janeiro: DPA, 2005.&lt;br /&gt;Ghiraldelli Jr., P. &lt;em&gt;Richard Rorty&lt;/em&gt;. Petrópolis: Vozes, 1999.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, para estudar Rorty, é necessário saber Davidson um pouco. Estou preparando um manual para isso. Bem, continue a coisa e me procure!&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-113828432434329199?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113828432434329199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113828432434329199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2006/01/pragmatismo-habermas-rorty-apel-e.html' title='Pragmatismo - Habermas, Rorty, Apel e Putnam'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-113650366686381795</id><published>2006-01-05T21:13:00.000-02:00</published><updated>2007-07-24T20:52:00.258-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pragmatismo'/><title type='text'>Noções Básicas do Pragmatismo? Experiência</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/1600/William%20James.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/320/William%20James.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Saudações professor Paulo&lt;br /&gt;Meu nome é Vânia Mesquita &lt;/span&gt;&lt;a href="mailto:vaniaimpress@yahoo.com.br"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;vaniaimpress@yahoo.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; Só o conheço virtualmente por participar da lista "teoria crítica" e ler seus textos e emails. Como sei que você é um conhecedor incomparável do Pragmatismo gostaria que me falasse um pouco sobre algo que sempre me deixou na dúvida e, ultimamente, está me fazendo falta saber. Fale sobre algumas categorias do pragmatismo. Confundo por vezes os conceitos com as categorias. Experiência e subjetividade fazem parte dessas categorias? Desde já, muito grata.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Resposta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Vânia&lt;br /&gt;Fazíamos diferenças entre conceitos e categorias, há bem pouco tempo. Era uma prática acadêmica - busca de rigor, etc. Categorias eram, por assim dizer, "conceitos chaves" de uma teoria. Os autores marxistas gostavam desse tipo de palavreado, principalmente nos anos 60, 70 e 80. Eu mesmo usei essa diferenciação, acho que quando fui professor da PUC-SP, nos cursos de pós-graduação.&lt;br /&gt;As discussões atuais deixam essa diferenciação de lado. Ela não era importante, de fato. Quando se quer dizer que alguma noção desempenha um papel chave em uma teoria, em geral, atualmente, falamos que se trata de uma "noção técnica". Ou seja, hoje em dia, até por influência do pragmatismo na cultura filosófica geral, falamos mais em desempenho de uma noção no interior da teoria, e isso remete ao nome "noção técnica".&lt;br /&gt;Sobre a filosofia do pragmatismo, a noção chave foi, no passado, a noção de experiência, e atualmente a noção de linguagem e usos da linguagem é mais própria da atenção do pragmatismo. A idéia básica do pragmatismo era a de favorecer o holismo contra as perspectivas dualistas. Então, por exemplo, se alguém pensa na dualidade corpo-mente, sendo que o corpo é "físico" e a mente é "não-física", o pragmatismo do passado via na experiência o elo entre tais instâncias. Hoje em dia, tendemos a ver o elo em algo mais, digamos, palpável da própria experiência, que é a linguagem - ela é física, uma vez que está no mundo, no entanto guarda um elemento que é não-físico e, no entanto, não precisa ser chamado de metafísico, nem precisa não ser natural, que é a relação social de entendimento que ela estabelece pelos seus usuários. Isso parece ajudar mais o pragmatismo atual.&lt;br /&gt;Agora, subjetividade é uma noção ampla, de toda a filosofia, mas em especial da filosofia moderna que é, ela própria, em toda sua extensão, uma "filosofia do sujeito". Aqui é necessário você ler mais. Eis então a sugestão.&lt;br /&gt;Veja mais sobre isso no meu livro &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/Sumario_Caminhos.htm"&gt;Caminhos da filosofia &lt;/a&gt;(DPA, 2005). No próximo livro, que já está para sair, junto com o professor Rorty, há artigos específicos sobre isso. No meu site também. O próximo livro pela DPA é o &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/Ensaios_Pragmatistas.htm"&gt;Ensaios pragmatistas&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Precisando mais, chame! (De brinde, vai o desenho aí em cima, a caricatura do James).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-113650366686381795?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113650366686381795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113650366686381795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2006/01/noes-bsicas-do-pragmatismo-experincia.html' title='Noções Básicas do Pragmatismo? Experiência'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-113250337268730315</id><published>2005-11-20T14:06:00.000-02:00</published><updated>2007-07-24T20:52:38.906-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Heidegger'/><title type='text'>Sobre Heidegger e Metafísica</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/1600/heiddgger%20caricature.gif"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5595/250/320/heiddgger%20caricature.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Pergunta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Olá Professor Paulo,&lt;br /&gt;desculpe-me por te incomodar, mas eu preciso de uma ajuda. Li recentemente um trecho sobre Heidegger e fiquei confuso, não saí do lugar. Qual o significado de metafísica neste filósofo? Tomei o cuidado de transcrever o lugar onde vi este termo: "Esta Europa que, numa cegueira incalculável, está sempre prestes a apunhalar-se a si mesma – escreve Martin Heidegger na sua Introdução à Metafísica – está hoje apertada num torno constituído pela Rússia de um lado, e a América de outro. A Rússia e a América são ambas, do ponto de vista metafísico, a mesma coisa: o mesmo frenesi de organização sem raiz do homem normalizado. Quando o último cantinho do globo for economicamente explorável (…) e o tempo como origem desaparecer do ser de todos os povos, então a pergunta: Com que fim? Onde vamos? E a seguir, o quê?, estará sempre presente e, a modo de um espectro, atravessa toda esta fascinação."&lt;br /&gt;André - &lt;a href="mailto:apr012@yahoo.com.br"&gt;apr012@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Heidegger trabalha com a idéia de que a metafísica é uma forma de pensamento dual - como se inicia em Platão. Nos Tempos Modernos, a metafísica essa dualidade, é claro, e passa também a ser uma filosofia do sujeito. Essas duas formas desembocam em um trabalho de discussão epistemológica, onde impera a relação sujeito-objeto: o sujeito deve representar o objeto. Ora, essa forma implica em dominação: só há objeto a ser apreendido se há sujeito, e só ha sujeito, &lt;em&gt;substractum&lt;/em&gt;, se há objeto. Essa forma epistemológica, que é a "metafísica da subjetividade" ou metafísica moderna, termina por se acoplar ao Humanismo. Então, o sujeito é o homem, e o mundo é o objeto. O modelo da dominação está instaurado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;O homem é aquele que dispõe do mundo, manipula (mentalmente e manualmente, mesmo), o objeto é o disposto, o manipulado. O resultado todo é que há o império da organização e da tecnologia - como derivados ou co-partícipes de uma forma de metafísica que leva à dominação. Ciência e tecnologia, nos tempos modernos, são frutos dessa forma de pensamento, caracteristicamente metafísico. Em termos sociais, isso equivaleria ao império da América, de um lado, da Rússia, do outro. Viu a cadeia de raciocínio de Heidegger? Viu como isso é, em parte, o que leva Heidegger a odiar a tecnologia e a organização, dando então instrumento - nunca citado - para a Adorno fazer o mesmo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:85%;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-113250337268730315?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113250337268730315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/113250337268730315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2005/11/sobre-heidegger-e-metafsica.html' title='Sobre Heidegger e Metafísica'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-111944570777240272</id><published>2005-06-22T09:37:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:52:59.089-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pragmatismo'/><title type='text'>Pragmatismo e "algo pragmático"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Questão de Leandro Suzini &lt;/strong&gt;- &lt;a href="mailto:magraomanowar@yahoo.com.br"&gt;magraomanowar@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Olá Professor Ghiraldelli.&lt;br /&gt;Bom dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, parabéns pelo trabalho e a idéia de professor virtual. Meu nome é Eleandro J. Suzini, sou estudante de Analise de Sistemas do Unisal em Americana, tenho 26 anos, moro em Santa Bárbara D'Oeste - SP.&lt;br /&gt;Faço um curso totalmente voltado para ciências exatas (e também sendo uma faculdade católica temos pouquíssimo temas voltados a filosofia) mas tenho muito interesse em áreas filosóficas. Para se ter uma idéia, a única matéria voltada um pouco para essa parte, terei só no quarto ano, e ainda se chama ensino religioso.&lt;br /&gt;Gostaria que me esclarecesse de maneira simples (para quem tem pouco conhecimento na área como eu) o que seria Pragmatismo, é diferente de alguma coisa pragmática? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;A filosofia contra a qual o pragmatismo se insurge, é aquela que trata tudo que tem de tratar por meio de modelos duais: sujeito-objeto, linguagem-mundo, mente-corpo, etc. O pragmatismo é a filosofia que veio para quebrar essas dualidades, desfaze-las, e primeiramente elegeu a &lt;em&gt;experiência&lt;/em&gt; como o que estaria mediando essas dualidades, por exemplo, a dualidade linguagem-mundo ou pensamento e realidade física. A experiência seria algo que pertenceria aos dois campos da dualidade. Ninguém tem experiência se não participa dela, nenhum mundo é experienciado sem ser também resultado da experienciação dos que vivem nele. No limite, a experiência não mediaria nada, uma vez que iria desfazer as dualidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O pragmatismo, após Charles Peirce, William James e John Dewey, preferiu falar menos em experiência e mais em linguagem. Digamos assim: a &lt;em&gt;experiência comunicacional&lt;/em&gt; se transformou em algo mais palpável que a experiência em geral. A linguagem é algo que podemos delimitar melhor, e estudar empiricamente com mais detalhes, que a experiência - um termo mais vago. É o que os pragmatistas atuais fazem, após Willard V. Orman Quine, entre eles, Richard Rorty, Hilary Putnam, Robert Brandon e outros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Dois tipos de investigação se realiza pelas mãos dos pragmatistas: 1) a investigação que era chamada, na história da filosofia, de investigação da razão, é agora chamada de investigação da subjetividade ou, simplesmente, filosofia da mente. Os estados mentais são estudados, aqui, por meio de estudarmos a linguagem; 2) a investigação que era chamada, na história da filosofia, de investigação da verdade, é agora chamada de investigação de teorias da verdade, e é estudada aqui pela lógica e filosofia da linguagem. Portanto, tanto no estudo do sujeito (ou na crítica dele e sua substituição pela noção de agente) quanto no estudo da verdade (ou na crítica desta e sua substituição pelas metateorias da verdade), a &lt;em&gt;prática&lt;/em&gt; - pedra de toque do pragmatismo - é tomada como prática linguística. Mas isso não como "análise do discurso", mas como estudos em semântica em geral, tomando elementos e tópicos como: significado, verdade, referência, predicação, ação, vontade livre, intenção, etc. O que se quer é fazer uma descrição filosófica do homem e das relações deste com o mundo - uma descrição ampla que não destoe das descrições particulares das ciências atuais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;O pragmatismo, ao fazer essas investigações, coloca como critério para levar adiante sua atenção a prática, ou melhor, a diferença que um elemento ou situação faz na prática. A relevância para o julgamento avaliativo de tudo é a resposta que vamos dar à pergunta: "mas na prática, qual a diferença que isso (ao qual estamos atentos) faz?". É nesse sentido que estamos sendo pragmáticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-111944570777240272?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/111944570777240272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/111944570777240272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2005/06/pragmatismo-e-algo-pragmtico.html' title='Pragmatismo e &quot;algo pragmático&quot;'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109796088508410989</id><published>2004-10-16T18:03:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:53:18.107-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rorty'/><title type='text'>Solidariedade em Rorty</title><content type='html'>Perunta de aluno da UNIFAI &lt;a href="mailto:jdopt@yahoo.com.br"&gt;jdopt@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como entender a solidariedade em Rorty&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amigo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Primeiro: Fiz um livrinho que resolve uma boa parte dos problemas surgidos no entendimento de Rorty. Tenho segurança em indicá-lo, uma vez que o próprio Rorty leu a primeira versão e aprovou. Ele está publicado pela Vozes, chama-se &lt;em&gt;Richard Rorty - a filosofia do Novo Mundo em busca de mundos novos.&lt;/em&gt; Olhe no site da Vozes: &lt;a href="http://www.vozes.com.br/"&gt;www.vozes.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Segundo: nunca tome solidariedade como um substituto de algum tipo fundamento. Esse foi um problema que surgiu de uma primeira leitura do professor Bento Prado, em meados dos anos 90, quando Rorty esteve no Brasil em um debate promovido pelo Banco Nacional. Bento achou que Rorty estava privilegiando a razão prática (em termos kantianos). Apesar de Bento não errar, pois no fim do texto ele toma as precauções devidas a respeito do que disse, ele induziu outros desavisados ao erro. Pois acharam que Rorty estava fazendo um giro kantiano, saindo do representacionalismo fundacionalista da razão teorética e apelando para outro fundamento, o calcado em laços morais, na razão prática. Não! A solidariedade em Rorty é aquela da qual fala Hume lido por Annette Baier: optamos por cuidar de nossa prole primeiro do que de nossos vizinhos, de nossos vizinhos primeiro do que de nossos concidadãos, de nossos concidadão primeiro do que da humanidade e assim por diante. Laços de educação e de identificação criam a solidariedade e esta, por sua vez, cria o que Habermas e Davidson chamam de intersubjetividade que, para Rorty, nos dá a objetividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109796088508410989?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109796088508410989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109796088508410989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/10/solidariedade-em-rorty.html' title='Solidariedade em Rorty'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109775488975731771</id><published>2004-10-14T08:50:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:53:36.870-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Progresso'/><title type='text'>Filosofia faz progressos?</title><content type='html'>Pergunta de Luiz Macari &lt;a href="mailto:luizmaccari@yahoo.com.br"&gt;luizmaccari@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia não faz progressos? Ela não é cumulativa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rorty publicou um bom livro no qual seu assunto é abordado. É o já clássico &lt;em&gt;Philosophy and the mirror of nature&lt;/em&gt;, de 1979. A perspectiva do livro é bem elucidada, já na entrada, por um dos aforismos escolhidos por ele para epígrafe. Um deles, do Wittgenstein, diz o seguinte: "A filosofia não tem feito nenhum progresso? Se alguém coça onde há um comichão, isto não conta como um progresso?" Há mais ... mas não é necessário. Já dá para entender.&lt;br /&gt;Se você tem um dúvida e alguém elabora uma argumentação para sua dúvida, ainda que você permaneça com a dúvida ela dificilmente será a mesma, a não ser que a argumentação seja uma completa tolice, não é? Então, algo se acumulou. Houve algum progresso.&lt;br /&gt;Antes de Thomas Kuhn, muitos pensadores (principalmente nos Estados Unidos) tinham a idéia de que as ciências naturais caminhavam por causa do poder dos cérebros dos cientistas, e que só nas ciências sociais e políticas, e na filosofia, o movimento social poderia exercer alguma influência direta sobre as descobertas e invenções. Mas a idéia de paradigma, como ela se popularizou após Kuhn, mudou muito isso. Tendemos hoje, com Rorty e outros, a acreditar que tanto a ciência quanto a filosofia mais mudam de problemas do que resolvem os seus problemas já postos. E tais mudanças de problemas, ou seja, alteração de paradigmas, não raro se deve a perdermos o hábito de conversarmos de uma forma e começarmos a adotar o hábito de conversar de outra forma. Essa outra forma, inclusive, não raro é formada por novas metáforas que podem a qualquer momento se literalizarem. Novos jogos de linguagem e novas articulações sociais estão vinculadas a novas formas de pensar. Coçamos onde havia comichão, e quando estamos coçando nem mais sabemos se de fato coçamos onde realmente tivemos o primeiro comichão. Coçar é só começar, não é?&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portal Brasileiro da Filosofia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109775488975731771?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109775488975731771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109775488975731771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/10/filosofia-faz-progressos.html' title='Filosofia faz progressos?'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109667001420149413</id><published>2004-10-01T19:29:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:53:54.236-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Administração'/><title type='text'>Filosofia e Administração - indicações</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Adriano Silva &lt;a href="mailto:driu171@yahoo.com.br"&gt;driu171@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Professor, é possível aplicar conhecimentos filosóficos na administração de empresas?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A filosofia e a administração estão em oposição apenas no Brasil, ou melhor, na academia brasileira. A academia brasileira é, em grande medida, retrógrada. Para tudo ela adota uma postura reacionária. Qualquer reforma, ela vai contra. Seja o que for, quando se trata de mudar, ele estaca. E seu lugar mais conservador é o "departamento de filosofia". É, em geral, um lugar "francês" ou "alemão", e quando é "americano", é durão, pouco ou nada pragmatista. Então, não é de se estranhar que enquanto no mundo todo "philosophy for business" é algo que cresce, no Brasil é tal junção não decola. Infelizmente, quando decola, se trata mais de algum ou outro administrador estrangeiro que não fala de filosofia, ainda que se auto-denomine filósofo. Onde um assunto não anda, sobra para ele o que não está, no mundo, na ponta, mas na periferia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, há enormes centros no Exterior que lidam com a discussão da filosofia e da administração. O que discutem? Tema não falta: todo o mundo empresarial é dependente do marketing, e este, por sua vez, da comunicação, e esta, então, de todos os novos estudos que a filosofia fez a respeito da linguagem desde o final do século XIX - Davidson está no ponta desses estudos. Por outro lado, cada vez mais as empresas precisam de discussões éticas, uma vez que elas interagem com a ciência e esta, sozinha, não pensa seus próprios afazeres - Rorty e Bernard Williams estão na ponta disso. Por outro lado, as empresas lidam com o belo - este se tornou algo não só vendável, mas teve seu estatuto modificado pelo fato de ser vendável. Todo um conhecimento de estética, a partir de Danto, veio a ter uma nova conceituação que adentrou no meio editorial, jornalístico e no "circuito das artes".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este é um lado do assunto, o outro lado é que a própria cultura é algo que as empresas vendem. E algumas vendem a própria filosofia. Como vender, hoje, uma coleção de livros de filosofia? Como saco de batatas? Para um público sofisticado? Não, não há como. Então, os escritores de divulgação filosófica surgem como importantes. E os outros escritores começam a perceber que eles próprios precisam melhorar suas visões filosóficas. Não à toa os cursos de comunicações são procurados e, neles, os jovens querem estudar filosofia. E mais, a própria USP, com o projeto do Renato Janine, criou o curso de Humanidades, para poder fazer jornalismo cultural de modo melhor, uma vez que o departamento de filosofia não conseguia gerar pessoas capazes de escrever coisas criativas. Um menino treinado na USP, em geral, no departamento de filosofia, consegue reproduzir bem certas coisas, aprende a fazer longos destaques e citações. Mas criar? Renato achou isso pouco possível. Então ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bem, para ver essas idéias, podem ler: &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/turismo.htm"&gt;http://www.filosofia.pro.br/turismo.htm&lt;/a&gt; e&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/filosofia_e_administracao.htm"&gt;http://www.filosofia.pro.br/filosofia_e_administracao.htm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109667001420149413?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109667001420149413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109667001420149413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/10/filosofia-e-administrao-indicaes.html' title='Filosofia e Administração - indicações'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109651160621034012</id><published>2004-09-29T23:19:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:54:16.945-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reificação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Escola de Frankfurt'/><title type='text'>Fetichismo e reificação na Escola de Frankfurt</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Maurício Martinatti &lt;a href="mailto:sales.borba@bol.com.br"&gt;sales.borba@bol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é o fetichismo e reificação no livro Dialética do Iluminismo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professsor Virtual &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maurício&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Adorno e Horkheimer viam, como Marx, que o mundo moderno vivia sob o registro do fetichismo e da reificação. O fetichismo é o fenômeno pelo qual o que é morto aparece como o que é vivo, e a reificação é a sua contrapartida, onde o que é vivo se comporta como morto. Mas Marx via tais fenômenos como vigentes por causa do capitalismo e no capitalismo. Os dois frankfurtianos, de modo um pouco diferente, ampliaram a idéia; tais fenômenos dependeriam menos do capitalismo e mais do fato da "dialética da razão" ou "história da filosofia" ou "história da razão" ou "história do pensamento" caminharem no sentido de secundarizar as figuras da razão ligadas a Eros e Cronos, privilegiando Logos. O império da razão instrumental e, portanto, abstrata, é que faria com que tudo que é abstrato e, portanto, &lt;em&gt;morto&lt;/em&gt;, viesse a contar como vivo, com o que é o que está vigente. O capitalismo seria apenas um capítulo de tal história.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, uma calça, que é um objeto (morto) que é sempre possível de ser cortada para que sirva para nós (os vivos), fantasticamente cria vida e nos comanda, exigindo que cortemos o nosso corpo (por ginástica, dieta ou operação) para que nós possamos servir a ela. O morto comanda o vivo. Porque o morto, a calça, é o que é comum, genérico, abstrato - e tudo que é abstrato começa a mandar em tudo que é concreto em uma época em que o pensamento abstrato, próprio do Logos, se torna imperativo, se torna o pensamento &lt;em&gt;par excellence&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na modernidade ou no cume da "dialética do iluminismo" todos os objetos se portam como sujeitos, enquanto que todos os que eram os antigos sujeitos já estão objetivificados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109651160621034012?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109651160621034012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109651160621034012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/fetichismo-e-reificao-na-escola-de.html' title='Fetichismo e reificação na Escola de Frankfurt'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109646546595602380</id><published>2004-09-29T10:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:54:41.758-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Perspectivismo'/><title type='text'>Perspectivismo e Pragmatismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Yara Onate &lt;a href="mailto:i.v.d.onate@stir.ac.uk"&gt;i.v.d.onate@stir.ac.uk&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, fale sobre perspectivismo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Yara&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perspectivismo é a doutrina, digamos, epistemológica de Nietzsche. Mas é uma doutrina epistemológica com ressalvas. Diz respeito à idéia de que o conhecimento não está sujeito ao que chamaríamos de verdade como correspondência, uma vez que a verdade é uma noção mais moral e sócio-linguística do que epistemológica. Uma tal doutrina pode ser vista, também, como parte de uma cosmologia. Afinal, as perspectivas não são, em Nietzsche, perspectivas do homem, mas da "vontade de potência". Se tomarmos a "vontade de potência" como um elemento cosmológico e não metafísico, o que a meu ver faz mais sentido, então o perspectivismo é inerente à diversidade de forças no cosmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma tal doutrina é, em certa medida, a doutrina do contextualismo, holismo ou relacionalismo dos pragmatistas. Os pragmatistas eram e são pluralistas não só porque são democratas, mas também porque olham para o universo e enchergam nele diversidade na unidade natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A idéia básica, que o pragmatismo desenvolve a partir do perspectivismo, é a de crítica à metafísica. Toda a metafísica, nesta abordagem crítica, é dual, toma tudo em dois mundos com estatutos ontológicos distintos, e que então o real é o interno às coisas e o aparente é o periférico. O pragmatismo abole essa diferença: tudo é natural e histórico ao mesmo tempo, e nada do que há no "interior" é mais importante do que há no "exterior", e nem há um elo entre o sensível, "exterior" ao supra-sensível, "interior". O mundo é um conjunto de relações: relações causais e relações racionais, sem que se possa dizer que se trata de relações que estariam sob rótulos ontológicos distintos. Dizer que as coisas se relacioam causalmente e dizer que elas se relacionam racionalmente é uma questão de enfoque, de sabermos o que usar para descrever o mundo de modo a podermos utilizar melhor dele, lidarmos com eles e conosco mesmo. Ser pragmático e pragmatista é ser alguém que, ajudado pelo perspectivismo, sabe que pode contar com várias descrições e optar por aquela que lhe dá mais condições de lidar melhor com o meio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa posição pode ser atacada por alguns como relativista. Mas não é. Basta recordar que, em Nietzsche, ela depende da "vontade de potência" e esta, no final, escolhe posições. Nos pragmatistas também não existe a idéia de que "tanto faz": cada posição considerada verdadeira ou boa o é por uma opção argumentada. A diferença é que em Nietzsche o que comanda a opção é que a "vontade de potência" quer ver a potencialização da potência, e nos pragmatistas há um vínculo com Hegel, onde a opção por uma decisão em relação a uma posição, em geral pesa o quanto nos é dado de liberdade se a adotarmos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portal Brasileiro da Filosofia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109646546595602380?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109646546595602380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109646546595602380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/perspectivismo-e-pragmatismo.html' title='Perspectivismo e Pragmatismo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109646048481182971</id><published>2004-09-29T09:20:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:54:57.556-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia no ensino médio'/><title type='text'>Filosofia no Ensino Médio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pergunta de Ricardo Pianca &lt;a href="mailto:ricardo_pianca@yahoo.com.br"&gt;ricardo_pianca@yahoo.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adoraria aprofundar um tema que para nós, filosofos, é primordial: a filosofia no II grau, uma disciplina ou uma atividade interdisciplinar ? Gostaria de sua opinião, já conversei com professores da USP e da UNICAMP que defendem que a filosofia e temas como ética, liberdade, devem servir de temas para disciplinas como quimica, física, biologia, matemática... e nunca ser uma disciplina efetiva. Gostaria de sua contribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo&lt;br /&gt;Há no meio universitário várias opiniões sobre a filosofia no Ensino Médio (antigo Segundo Grau). Há os que acham que filosofia é algo tão divino e difícil, que não devia ser ensinada senão na faculdade. Eles estão errados. Matemática é algo que nasceu com a filosofia, não é fácil, e é ensinada desde a mais tenra idade para dar bons frutos. Há os que acham que filosofia deveria estar em todos os níveis do ensino. Estes, infelizmente, muitas vezes, são os que nunca ensinaram filosofia. São os que promovem congressos e mais congressos de filosofia para crianças mais para fazer currículo do que para realmente ajudar a prática docente. Uma boa parte do pessoal que escreve sobre "ensino de filosofia" nunca produziu um manual sequer de filosofia para jovens. Por fim, há os que acham que a filosofia é uma atividade prática, que deveria estar no interior das disciplinas, como "tema transversal". Esses estão mais errados ainda. Filosofia não é "tema transversal". Um professor pode ser ótimo e ter uma atitude geral, em sala de aula, cientificista, anti-filosófica. Nenhum país do mundo, por mais cuidado que tenha com seu ensino, está disposto a fazer o que Rorty acusou de ser uma "overdose" de filosofia.&lt;br /&gt;O que tenho defendido, e que está escrito em outro lugar com os títulos de "&lt;a href="http://professordefilosofia.blogspot.com/2004/07/quem-pode-ser-filsofo.html"&gt;Quem pode ser filósofos&lt;/a&gt;" e "&lt;a href="http://professordefilosofia.blogspot.com/2004/07/o-ensino-da-filosofia.html"&gt;O ensino de filosofia&lt;/a&gt;", é que possamos democratizar a filosofia, fazê-la, sim, adentrar os vários níveis do ensino como disciplina, e que ao mesmo tempo comecemos, nós os professores que não são simples funcionários públicos corrompidos em cátedras universitárias corporativistas, a criar bons manuais de filosofia. Para tal, temos de ver o que os estrangeiros estão fazendo. Veja o meu escrito em "filosofia para crianças", no Portal, e verá os autores que meu filho de 11 anos está lendo. Stephen Law tem feito um bom trabalho, e não é nada daquela coisa chata e pouco clara que está em "O mundo de Sofia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Portal Brasileiro da Filosofia&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109646048481182971?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109646048481182971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109646048481182971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/filosofia-no-ensino-mdio.html' title='Filosofia no Ensino Médio'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109618554623215043</id><published>2004-09-26T04:55:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:55:14.222-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Realismo'/><title type='text'>Sobre o Realismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Questões de Sérgio Fonseca &lt;a href="mailto:sbaptistadafonseca@yahoo.com.br"&gt;sbaptistadafonseca@yahoo.com.br&lt;/a&gt; e Lúcia Santana &lt;a href="mailto:santanna@unicamp.br"&gt;santanna@unicamp.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comentários sobre o realismo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O realismo é uma posição, na filosofia, que pertence ao campo da epistemologia ou teoria do conhecimento (não deve ser confundido com o fundacionalismo, que tem a ver com ele, sim, mas que já é uma posição no campo da metafísica). Diz respeito à capacidade que a linguagem (ou o pensamento) possui de representar o mundo. Alguns tomam a linguagem como algo que se contrapõe ao mundo, e que pode fazer um mapa do mundo. Um tal mapa teria termos no mundo que corresponderiam a elementos no mundo. Nesta concepção, há uma fidedignidade em tal representação e, assim, a linguagem seria capaz não só de reproduzir o mundo como reproduzi-lo "como ele é".&lt;br /&gt;Há, entre várias nuances, duas posições contrárias: 1) a dos idealistas, que dizem que a linguagem poderia captar o mundo se o mundo fosse da mesma natureza que a linguagem - se é, então está feita a correspondência (aí temos o realismo representacionista); se não é, ou se não é possível fazer uma checagem termo a termo, a linguagem não captaria o "mundo como ele é". Ela captaria o mundo segundo o que a linguagem pode falar dele (o idealismo não representacionista); 2) a dos pragmatistas, que dizem que tudo isso é um pseudo-problema, que reside no fato de tratarmos o assunto de modo epistemológico. Se o tratarmos de modo semântico, se percebermos aquilo que Davidson disse, que a semântica nada mais é que epistemologia no espelho do significado, então veremos que as várias teorias do significado não referencialistas tentam nos ensinar que não conseguimos ligar elementos da linguagem e elementos do mundo, sejam eles o que forem, de modo a forjar uma representação e, assim, sustentarmos uma teoria correspondendista de verdade. Assim, para sair disso que seria um pseudo problema, o melhor é nos tornarmos anti-representacionalistas. A linguagem, neste caso, para os pragmatistas, não tem funçãoo representativa, mas tem a função de fazer uma articulação (que os velhos pragmatistas chamariam de experiência ou parte da experiência) entre organismo e meio. O bípede sem penas tem a linguagem para lidar com o mundo (cope with) como a formiga tem antenas o alce chifres e o tamanduá línguas e um bom par de unhas abrançantes. Essa última posição é radicalizada por vários pragmatistas, sendo que Rorty é o principal deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Portal Brasileiro da Filosofia: &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109618554623215043?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109618554623215043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109618554623215043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/sobre-o-realismo.html' title='Sobre o Realismo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109586136535183025</id><published>2004-09-22T10:33:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:55:34.218-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metafísica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Metanarrativa'/><title type='text'>Metanarrativas e Metafísica</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Geraldo Reimão e Amauri Nolasco &lt;a href="mailto:amaurijunior2@yahoo.com.br"&gt;amaurijunior2@yahoo.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é metanarrativa? Me dê uma correta concepção de metafísica&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco tais perguntas juntas porque as respostas podem ser articuladas como segue abaixo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após o livro de Lyotard, &lt;em&gt;A condição pós-moderna&lt;/em&gt;, aprendemos a chamar as ciências, tanto quanto já chamávamos a literatura e a história, de produtoras de narrativas, e a filosofia ou filosofias ou grandes teorias de produtoras de metanarrativas. Uma metanarrativa é, então, uma narrativa de segunda ordem, que visa cobrir e/ou explicar outras narrativas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A filosofia é uma metanarrativa, mesmo quando é apenas filosofia analítica em um sentido restrito, como aparecia no positivismo lógico. Pois ainda que neste concepção o papel da filosofia fique restrito, toda a discussão para redefinir a filosofia pertence ao campo da própria concepção e, nesse sentido, é uma teorização geral, global, que abarca, em termos de dissertação, todo o conhecimento humano.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem toda filosofia e nem toda metanarrativa são, no entanto, fundacionalistas. Pode haver metanarrativas que não pretendem ser dissertações sobre dissertações que seriam mais verdadeiras e/ou fundantes da dissertação que cobrem e/ou explicam. A metanarrativa de Platão e Hegel é global e fundante. Dão uma concepção do mundo e, ao mesmo tempo, dizem que aquela explicação é a realidade do mundo, enquanto que o que cai no interior daquela explicação pode, não raro, ser uma intepretação falseada e/ou falseadora. Mas uma descrição racional do mundo, como a de Donald Davidson, no entanto, é global sem ser fundacionalista. Ele é descritiva. Faz o papel daquilo que Rorty elogia em qualquer filosofia: é um texto que procura dar para nós uma nova imagem de nós mesmos, mais condizente com o nosso tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não raro, certas formulações científicas querem fazer o papel de metanarrativas e, então, substituir a filosofia: a antropologia, a sociologia e a psicologia tentaram isso. Marx foi acusado de fazer isso através da economia, mas a acusação, a rigor, não procede, pois ele tinha uma filosofia para fazer isso por ele: o hegelianismo invertido - o materialismo moderno.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pós-modernidade, segundo Lyotard, é o fim da crença em metanarrativas. Essa concepção foi combatida por Habermas. Esse debate trouxe muitos erros, reproduzidos no Brasil e nos Estados Unidos. Muitos acharam que se havia uma posição que dizia que ninguém mais acreditava em metanarrativas, essa posição era uma forma de jogar toda e qualquer teoria fora. Não é verdade. O texto de Lyotard não era muito claro a esse respeito. Mas a entrada de Rorty no debate poderia ter esclarecido mais do que esclareceu, ao menos no Brasil, se não fosse pelo anti-americanismo da academia brasileira, e nos Estados Unidos, se não fosse pelo barulho que certa esquerda neomarxista faz lá. Rorty, se lido com cuidado, pode dar a saída: ele se serve de Davidson para compreender o mundo, nós, para descrever tudo com filosofia, mas sua &lt;a href="http://pragmatismo.blogspot.com/2004/07/o-pragmatismo-como-teoria-ad-hoc.html"&gt;filosofia é &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, não é fundacionalista. Usa-se uma metanarrativa, mas não necessariamente uma metafísica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portal Brasileiro da Filosofia: &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana: &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109586136535183025?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109586136535183025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109586136535183025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/metanarrativas-e-metafsica.html' title='Metanarrativas e Metafísica'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109534768260782053</id><published>2004-09-16T11:54:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:55:52.477-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foucault'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rorty'/><title type='text'>Foucault e Rorty</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Ronie Silveira &lt;a href="mailto:ronie@unisc.br"&gt;ronie@unisc.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você tem algumas diferenças sobre Rorty e Foucault?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ronie&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para haver diferenças é necessário haver convergências. O chão comum entre Foucault e Rorty é o da subjetividade e o da verdade. Ambos estão preocupados com a entrada da filosofia contemporânea em cena, que desbanca a filosofia moderna nos temas da verdade e da subjetividade, e que tem consequências para a filosofia social.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No tema da verdade, Foucault diz preferir antes fazer a história da verdade do que descobrir a verdade da história (e de tudo o mais). Rorty, por sua vez, opta por uma determinada, e particular interpretação de Davidson: a verdade é uma noção que temos em nossa linguagem, pois sem ela não teríamos facilidade com os nossos jogos de linguagem, mas não existe uma questão filosoficamente interessante, substantiva, em relação à verdade. Apesar disso, Rorty faz uma descrição dos usos de verdade, e Foucault faz uma história da verdade, e ambos querem colocar tais coisas como em substituição às teorias de verdade, tão ao gosto da filosofia analítica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No tema da subjetivida, Foucault diz preferir antes fazer a história do sujeito do que acoplá-lo ao homem e fazer de ambos um ponto arquimediano metafísico. Rorty, por sua vez, vê que Dewey, Quine e Davidson deixaram de lado a possibilidade da "linguagem privada", colocaram objeções ao que Quine chamou de o "mito do museu" - as semânticas acríticas que acreditavam na possibilidade de que para cada frase ou palavra haver um significado, um elemento, quase uma substância - e, enfim, desmistificaram a idéia de uma mente capaz de representações (no sentido filosófico, e não psicológico do termo), como aquela caixa cartesiana, uma espécie de palco interno onde aconteceriam situações correspondentes à realidade; sendo assim, Rorty eliminou a noção de mente moderna, o último sustentáculo de uma teoria da subjetividade que garantiria, ainda, a existência de uma noção de sujeito onde o exterior se relacionaria com o mundo, e o interior com o inefável e mais real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os pontos de discordância entre Foucault e Rorty se dão, mais, no plano da filosofia social. Para o primeiro, suas conclusões filosóficas acarretam um desecanto em relação a política democrática e às utopias, enquanto que Rorty não vê ligação necessária - somente &lt;em&gt;ad hoc&lt;/em&gt; - entre conclusões filosóficas e posições políticas e, assim, cultiva a política democrática como um ponto para falar de uma utopia, ainda que seja sempre uma utopia vaga, onde apenas os primeiros passos são visíveis: aqueles que apontam para a parcela de &lt;em&gt;Welfare State&lt;/em&gt; realizado pelas democracias ricas do Ocidente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://www.ghiraldelli.por.br/"&gt;www.ghiraldelli.por.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CEFA: &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Portal Brasileiro da Filosofia: &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109534768260782053?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109534768260782053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109534768260782053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/foucault-e-rorty.html' title='Foucault e Rorty'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109519953902159827</id><published>2004-09-14T19:01:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:56:20.140-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Pragmatismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Darwinismo'/><title type='text'>Darwinismo e Pragmatismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pergunta de Jairo Henrique &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:jairo@medicware.com.br"&gt;&lt;strong&gt;jairo@medicware.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Professor Paulo, quais as relações entre darwinismo e pragmatismo?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jairo&lt;br /&gt;Karl Marx John Dewey foram filósofos que reconheceram o quanto Darwin deu para a filosofia. De fato, ele, Darwin, deu um passo decisivo para a criação de um novo naturalismo.&lt;br /&gt;Rorty, não raro, volta a tal ponto. O naturalismo - a idéia de que não há um gap metafísico ou supranatural entre nós e os seres brutos - colaborou para pensarmos que uma série de descrições modernas de nós mesmos, feitas pela filosofia, não poderiam mais se sustentar. Todos os modelos modernos de subjetividade implicam em elementos substancialmente diferentes - a velha dualidade corpo e mente de Descartes, reproduzida de várias maneiras - que, por sua vez, precisam de artimanhas filosóficas para se relacionarem. Ora, o pragmatismo diz que a relação entre o homem e o mundo se faz por algo que ele batiza de "experiência", segundo os pioneiros do pragmatismo, e algo como a linguagem, segundo os pragmatistas atuais, e em ambos os casos - tanto a linguagem quanto a experiência - precisam de um meio onde o mundo e o homem não se separem para desempenharem sua função. Esse meio só pode ser pensado na base do naturalismo, que Darwin cultivou. Linguagem (ou experiência), homem e mundo - todos estão no mesmo plano, sem diferenças, digamos, ontológicas. Assim, em ambos os casos, o do pragmatismo ou o do pragmatismo pós virada linguística, o naturalismo de Darwin é que está no pano de fundo.&lt;br /&gt;Para o pragmatismo atual, então, mais ainda o naturalismo de Darwin é bem vindo: não temos que criar diferenças entre nós e o seres brutos por causa de poderes mentais ou coisa do tipo, mas temos de ver que somos contínuos com os seres brutos - e é isso que Darwin está dizendo - e a diferença que podemos estabelecer não é entre nós e eles, mas entre os que são usuários de linguagem e os que não são usuários de linguagem. Em vez de amebas de um lado e homens de outro, o que temos é bebês, termostatos e vírus de um lado e homens e mulheres de outro. A linguagem faz parte de mecanismos naturais, evolutivos.&lt;br /&gt;Um dos principais textos pragmatistas atuais sobre o assunto é o "Dewey, entre Hegel e Darwin", de Rorty.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Diretor do Centro de Estudos em Filosofia Americana - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Editor do Portal Brasileiro da Filosofia - &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109519953902159827?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109519953902159827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109519953902159827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/darwinismo-e-pragmatismo.html' title='Darwinismo e Pragmatismo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109508781573115036</id><published>2004-09-13T13:00:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:56:38.418-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Positivismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Iluminismo'/><title type='text'>Iluminismo e Positivismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Carlos Godoy &lt;a href="mailto:carlos_a_godoy@uol.com.br"&gt;carlos_a_godoy@uol.com.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou aluno iniciante de história e estou fazendo uma pesquisa sobre iluminismo e positivismo, se eu perguntar a diferença entre as duas correntes e algumas característiscas de cada uma em poucas palavras o que o ser me diria ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos&lt;br /&gt;Iluminismo é um movimento crítico, negativo. Positivismo, como o próprio nome diz, é positivo - diz menos o que deve ser e mais o que é, ao menos é esta sua pretensão.&lt;br /&gt;O Iluminismo nasceu da Ilustração, um movimento bastante heterogêneo que caracterizou o clima intelectual do século XVIII. A idéia básica era a de denunciar os séculos precedentes ao século XVI, ou seja, a chamada Idade Média, como um perído sem luz, de trevas.&lt;br /&gt;Os historiadores e pensadores do século XVIII, e especialmente os filósofos, queriam que a razão - finita, a do homem - regrasse a vida e tudo o mais, de modo que todos ficassem livres de juízos vindos da autoridade, da tradição ou da fé dogmática. O cume de tal movimento, na França, foi a criação da Enciclopédia. O Iluminismo, portanto, historicamente tem a ver com a Ilustração e com os trabalhos de Diderot, D'Alembert, Voltaire e outros na construção da Enciclopédia e no que ficou conhecido como enciclopedismo.&lt;br /&gt;Nos séculos XIX e XX, os filósofos começaram a ver a Ilustração como apenas uma etapa de algo maior, que seria, então, o Iluminismo. É certo que a palavra Iluminismo já estava antes colocada - para ingleses e americanos, Enlightenment, para alemães Aufkärung, para franceses, Les Lumières -, mas ela se referia, basicamente, ao "século das Luzes", o século XVIII. No século XIX, com Hegel e depois com Nietzsche e, no século XX, com a Escola de Frankfurt, cada vez mais o Iluminismo passou a ser um conceito transhistórico (não confundir com a-histórico). Isto é, o conceito de um movimento que, sendo de combate da razão contra o dogmatismo da autoridade, não teria geografia ou história, poderia ser um título usado para qualquer época e lugar.&lt;br /&gt;Ao Iluminismo em geral opomos o Romantismo, que é um movimento que caracteriza a razão não como finita, mas como Razão, ou seja, como ordem do Cosmos ou do Mundo ou da Natureza. A idéia, então, é a de que nem sempre a razão finita, humana, pode dizer sozinha onde estão os caminhos que devemos seguir. Ela só pode dizer algo porque ela faz parte de uma racionalidade maior.&lt;br /&gt;O positivismo, neste sentido, é um filho do Romantismo. Mas não sem um parentesco com o Iluminismo. Deste, ele herda o culto às ciências, em especial o culto ao empirismo. Mas como bom filho do Romantismo, acredita que as ciências da natureza só poderão se desenvolver se entenderem melhor como a Razão, e não a razão, se manifesta. Em geral, isso levou a filosofia à sociologia. A Razão, nas coisas humanas, se manifestaria nas formas sociais de vida - eis então que deveria haver uma forma de descrever o mundo e o homem que não fosse mais filosófica, crítica, negativa, mas positiva. A forma positiva seria a sociologia. Sociologia, portanto, como Augusto Comte a pensou, era o núcleo do seu positivismo.&lt;br /&gt;Atualmente, é claro, o positivismo significa outra coisa. Tem a ver, em filosofia, com o positivismo lógico. Em sociologia, com correntes derivadas de Durkheim. Tudo isso pode não ter mais ligação direta, ou talvez mesmo indireta, com o Romantismo. Mas isso não desmente a formulação inicial, explicada acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;http://www.ghiraldelli.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109508781573115036?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109508781573115036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109508781573115036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/iluminismo-e-positivismo.html' title='Iluminismo e Positivismo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109507445607575239</id><published>2004-09-13T07:55:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:56:55.120-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Virada linguística'/><title type='text'>Virada Linguística</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Iara Onate &lt;a href="mailto:i.v.d.onate@stir.ac.uk"&gt;i.v.d.onate@stir.ac.uk&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estou tentando entender alguma coisa de filosofia e gostaria de entender melhor o que significa 'virada linguística'.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "virada linguística" ou &lt;em&gt;linguistic turn&lt;/em&gt; é o nome adotado para um novo rumo que a filosofia ganhou no século XX, e que Donald Davidson, em uma entrevista nos seus últimos dias de vida, considerou como algo que não vai retroceder. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em suma, é o seguinte: com a filosofia, os gregos antigos perguntavam sobre a &lt;em&gt;realidade&lt;/em&gt;, os modernos, com Descartes, passaram a perguntar sobre o &lt;em&gt;conhecimento&lt;/em&gt; da realidade e, assim, criaram a dualidade sujeito-objeto, transformaram a filosofia em epistemologia (subjugando a metafísica, a ontologia e a cosmologia (e a ética, estética etc.) à teoria do conhecimento) e, enfim, criaram o que a coleção "Os Pensadores", a Abril Cultural, espelha muito bem: todos os textos publicados lá e, portanto, considerados como sendo os centrais na filosofia, são textos de "método". Por que? Porque se digo que a tarefa básica de um filósofo é explicar o conhecimento, volto minha atenção para o polo cognitivo da relação sujeito-objeto e, então, passo a criar uma exposição de como é que o conhecimento é possível e como é que ele ocorre. O conhecimento, que é "crença verdadeira bem justificada", torna-se o centro da filosofia. É necessário então explicar, agora não mais de modo vago, a verdade e como as crenças ganham valor de verdade. Se digo tudo isso do conhecimento, a pergunta que me fazem é: como você chegou a tudo isso? Como você pode montar uma teoria do conhecimento que é melhor do que a do seu vizinho, o filósofo concorrente. Então, eu digo: eu mostro meu método, ele é que é superior ao do meu vizinho. Assim, a característica da história da filosofia, guiada pelo pensamento moderno, é a de tomar a filosofia a partir de dois núcleos: texto de epistemologia seguido de texto de método.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os textos de epistemologia e de método avançaram a ponto de ampliarem em muito o que hoje chamamos de filosofia da mente. Tentando explicar o funcionamento do aparato cognitivo e a verdade, os filósofos chegaram a dois pontos: 1) o sujeito não é uma unidade e, talvez, nem seja sujeito, talvez tenhamos de manter a noção de mente e de individualidade, mas não associá-la, mais, imediatamente, à noção de sujeito moderno - ou abandonamos tal noção ou a reconstruímos; 2) a mente não consegue apontar para o real e explorar o real sem a linguagem, pois esta não é apenas a expressão de pensamentos e, sim, a maquinaria do próprio pensamento e a única forma pela qual acessamos o pensamento, nosso e de outrem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este segundo ponto é o centro da linguistic turn: os filósofos tenderam, então, a centrar atenção na linguagem, em vários sentidos. A filosofia da linguagem ganhou um impulso muito grande no século XX e tende a chamar a atenção, ainda, como ponto central, no século XXI.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essas duas conclusões fizeram a ponte da filosofia moderna para a filosofia contemporânea.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, Iara, o que você pode fazer agora é ver isso, de modo mais detalhado, no meu livro da Editora Manole, o &lt;a href="http://manole.locaweb.com.br/livros.php?id=1110"&gt;Introdução à filosofia&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pode ver também mais coisas nos blogs anunciados no Portal Brasileiro da Filosofia: &lt;a href="http://pragmatismo.blogspot.com/"&gt;http://pragmatismo.blogspot.com&lt;/a&gt; , &lt;a href="http://professordefilosofia.blogspot.com/"&gt;http://professordefilosofia.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Centro de Estudos em Filosofia Americana - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Editor do Portal Brasileiro da Filosofia - &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109507445607575239?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109507445607575239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109507445607575239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/virada-lingustica.html' title='Virada Linguística'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109482945094606592</id><published>2004-09-10T13:13:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:57:09.546-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Husserl'/><title type='text'>Posição de Husserl sobre filosofia</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pergunta de Elias M. Franco &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:finan.emf@terra.com.br"&gt;&lt;strong&gt;finan.emf@terra.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Por que tantas dúvidas a respeito da Filosofia? Gostaria de saber isso, levando em consideração o pensamento de Edmund Hurrerl.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há como fazer isso num e-mail. Mas posso indicar algumas diretrizes para você pensar.&lt;br /&gt;Dois escritos de Husserl: "A crise da humanidade européia e a filosofia" e "A filosofia como ciência de rigor".&lt;br /&gt;Husserl, na tradição moderna que vem de Descartes, incomoda-se com o ceticismo - a posição que avalia que não podemos enunciar verdades. Ele toma tal conclusão como fruto do relativismo e este, então, como originado por duas tendências contemporâneas, da virada do século XIX para o XX: o naturalismo e o historicismo. Para Husserl, ambas doutrinas terminam no relativismo. O naturalismo vê como porto seguro os fatos da natureza, o historicismo nos fatos da vida mental empírica. Para escapar disso, Husserl investiga o pensamento, ao modo de Descartes, e conclui que o pensamento é sempre pensamento de alguma coisa. Há uma intencionalidade no pensamento. Este é, para ele, o que é irredutível e, enfim, o que não está sujeito a "pontos de vista". Todo e qualquer pensamento é pensamento de algum coisa e, portanto, intencional. Husserl, então, faz da intencionalidade o elemento arquimediano que poderia ser levantado pela filosofia - agora como "ciência de rigor" - para poder dizer: divergências na filosofia há, mas elas são periféricas, porque ela, a filosofia, conseguiu sim realizar seu intento de trazer ao homem um saber sólido. Há um ponto sólido: a intencionalidade. Para além de todo e qualquer particularismo, o pensamento só é pensamento se é pensamento de algo - eis aí a marca irremovível da vida humana, a "certeza primeira" que o método fenomenológico daria para a filosofia. Com isso, Husserl quis fazer a filosofia deixar de ser o que ele chamou de "filosofia ideológica".&lt;br /&gt;Seria interessante, agora, Elias, você se dedicar um pouco a saber como funciona o método fenomenológico e como e´ a vida da consciência - que é a vida intencional - no que ela tem de noético e de hilético.&lt;br /&gt;Creio que você deveria vir para o CEFA - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt; - e colocar tais questões, presencialmente ou virtualmente. Outro lugar bom é o Portal Brasileiro da Filosofia - &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;http://www.filosofia.pro.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Este sua questão é mais uma que vai ficar on line, no Portal, na parte do "Professor Virtual", que é um blog ligado ao Portal, que pode ser acessado diretamente também: &lt;a href="http://professorvirtual.blogspot.com/"&gt;http://professorvirtual.blogspot.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr. - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109482945094606592?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109482945094606592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109482945094606592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/posio-de-husserl-sobre-filosofia.html' title='Posição de Husserl sobre filosofia'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109458363790724655</id><published>2004-09-07T15:56:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:57:30.880-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Existencialismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Fenomenologia'/><title type='text'>Fenomenologia e Existencialismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Pergunta de LARISSA CABRAL &lt;/strong&gt;&lt;a href="mailto:freudiana2004@yahoo.com.br"&gt;&lt;strong&gt;freudiana2004@yahoo.com.br&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PAULO, BOA TARDE.&lt;br /&gt;TENHO UM TRABALHO PARA DESENVOLVER SOBRE O EXISTENCIALISMO - FENOMENOLOGIA E GOSTARIA QUE VOCÊ ME DESSE UMA AJUDA. ALGUM POEMA, UM CONTO, UMA MÚSICA QUE TENHA MARCANTE ESSA CARACTERÍSTICA, ESSA LINHA TEÓRICA.SOU ALUNA DO TERCEIRO ANO DE PSICOLOGIA.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Larissa&lt;br /&gt;Existencialismo e fenomenologia são coisas que aparecem juntas na história da filosofia, mas que podem muito bem ser separadas. Existencialismo é uma filosofia, digamos, completa. Já a fenomenologia é mais uma postura metodológica em filosofia, e que até pode então ser extendida para fora da filosofia, mas é, sempre, um método.&lt;br /&gt;Fenomenologia tem a ver com a idéia de deixar os fenômenos - o que aparece - se desenvolverem, sem pressupostos para abordá-los. Existencialismo tem a ver com a idéia, genérica, de tomar a existência como base para a análise do homem, escapando dos essencialismos da concepção humanista tradicional, seja esta religiosa ou laica.&lt;br /&gt;No caso do existencialismo de Sartre, a idéia de responsabilidade individual, que se tem de assumir a todo momento quando se está jogada na história, é um tema central. O próprio Sartre não deixou que muitos outros fizem obras literárias existencialistas - ele mesmo as fez: romances e peças de teatro. Tudo que pegar de Sartre nesse sentido, vale a pena.&lt;br /&gt;Para Sartre, a arte deveria buscar a liberdade e promovê-la. Na arte, o homem se mostraria em sua existência, não mais essencialmente. Propositalmente, portando, uma das sentenças de Sartre, que muitos gostariam de ver com o verbo "ser", aparece com o verbe "ter": "A idéia básica, então, era a de que "o homem não é o resumo do que ele tem, mas a totalidade do que ele não tem ainda, do que ele poderá ter." Mas isso pode ser lido sobre o crivo de sua outra frase: "o homem não é nada mais do que o que ele faz de si mesmo". Liberdade indica, na primeira frase, potencialidade e futuro - realizações. Liberdade indica, na segunda frase, responsabilidade - realizações. A arte existencialista prima por tal evocação.&lt;br /&gt;Sartre adorava Gustave Flaubert, e de fato se dedicou ao &lt;em&gt;The Family Idiot&lt;/em&gt;. É possível dizer, até, que tal escrito era visto por Sartre como um texto afinado com seu próprio pensamento. Creio que este seria um bom livro ler. Em artes plásticas, você pode ver &lt;a href="http://museebernardbuffet.com/english.html" target="_blank"&gt;Bernard Buffet&lt;/a&gt; . Mas cuidado! Ele é exatamente aquele artista que não vai autorizar ninguém a interpretar e analisar a arte, mas senti-lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bem, venha para o CEFA - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; - e, depois, tente ver se não há ligações entre o pensamento americano e o existencialismo. Esta é uma boa pesquisa! Rorty namorou o existencialismo, sabia?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mais, continue a usar o Professor Virtual do Portal Brasileiro da Filosofia - &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Paulo Ghiraldelli Jr - &lt;a href="http://www.ghiraldelli.pro.br/"&gt;www.ghiraldelli.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109458363790724655?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109458363790724655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109458363790724655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/fenomenologia-e-existencialismo.html' title='Fenomenologia e Existencialismo'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109452698788634972</id><published>2004-09-07T01:07:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:57:48.156-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Teoria Crítica'/><title type='text'>Sobre Teoria Crítica</title><content type='html'>Pergunta de Maurício Martinatti &lt;a href="mailto:sales.borba@bol.com.br"&gt;sales.borba@bol.com.br&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro Paulo,&lt;br /&gt;eu estou fazendo uma monografia em Teoria Critica, me dê dicas.&lt;br /&gt;Mauricio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Maurício&lt;br /&gt;Primeiro, não cometa o erro que 98% das pessoas que estudam Escola de Frankfurt, cometem. Lembre-se: "teoria crítica" é a versão sociológica dos escritos de Adorno e Horkheimer (e outros). A filosofia, é a "dialética negativa". Sem essa distinção, tudo que escrever e ler vai cair na vala comum dos erros que estão se reproduzindo sem parar no Brasil e também no mix da esquerda radical norte-americana (esta é pior, pois agrupa tudo isso com Foucault, meio que indistintamente).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo, não pense que os frankfurtianos falam de "semi-formação". Este é outro problema. Eles falam em "pseudo formação". Pois o "Espírito" realmente se forma, se completa, na "dialética da razão", mas não como verdade e sim como farsa. Se eles falassem em semi-formação, a impressão seria que a formação do "Espírito" não se completaria, o que é um erro dialética grave.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terceiro, não ache que Adorno e Horkheimer estavam certos em tudo que escreveram. Eles estavam aquém da "linguistic turn" e, por isso mesmo, não conseguiram dar conta de assuntos como "subjetividade" e "verdade", que só vieram a ganhar a configuração que têm hoje pelas mãos da filosofia analítica pós-positivista, mesclada com pragmatismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esses erros se ampliam - alguns "professores universitários" no Brasil fazem questão de reproduzi-los. Não os siga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Veja no Portal Brasileiro da Filosofia artigo sobre Habermas e "teoria crítica": &lt;a href="http://www.filosofia.pro.br/"&gt;www.filosofia.pro.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109452698788634972?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109452698788634972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109452698788634972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/sobre-teoria-crtica.html' title='Sobre Teoria Crítica'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109452552272223673</id><published>2004-09-06T23:49:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:58:07.274-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Americana'/><title type='text'>Filosofia Americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Rafael Mangueira &lt;a href="mailto:maligno@managerzone.com"&gt;maligno@managerzone.com&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;Quais seriam os pensamentos filosoficos culturais produzidos na América&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resposta do Professor Virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em geral, Rafael, tomamos a "América" com sendo os Estados Unidos. Mas independemente de assim fazermos, a filosofia nativa da América é o pragmatismo, com os pioneiros Peirce, James e Dewey, e com Putnam e Rorty, atualmente.&lt;br /&gt;O pragmatismo não se confunde com a idéia banal de "levar vantagem em tudo", em um sentido pejorativo, como muitos pensam. Mas, sem dúvida, a idéia de levar vantagem está presente no pragmatismo: trata-se de uma filosofia que espera que as pessoas não queiram optar por escolhas ruins. Assim, a noção de verdade, do pragmatismo, tem a ver com a idéia de não apostar que enunciados que não são endossados possam ser melhor candidatos a serem verdadeiros do que enunciados que são endossados. Apostar nos enunciados preferidos é uma forma de tentar levar vantagem. É nesse sentido que funciona a idéia de pragmatismo.&lt;br /&gt;Mas a América, é claro, tem uma série de outras manifestações filosóficas. Não são originais da América, mas ganham conotações especiais no Novo Mundo. Assim é a produção da Escola de Frankfurt, a dos estruturalistas e neoestruturalistas e, enfim, o socialimo que é incorporado pelo feminismo nos Estados Unidos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para melhor se situar, veja o blog &lt;a href="http://pragmatismo.blogspot.com/"&gt;http://pragmatismo.blogspot.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Venha para o Centro de Estudos em Filosofia Americana: &lt;a href="http://www.cefa.org.br/"&gt;www.cefa.org.br&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109452552272223673?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109452552272223673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109452552272223673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/filosofia-americana.html' title='Filosofia Americana'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8192930.post-109426496198279213</id><published>2004-09-03T23:22:00.000-03:00</published><updated>2007-07-24T20:58:24.901-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filosofia Brasileira'/><title type='text'>Filosofia Brasileira</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Pergunta de Luana Spindola (&lt;a href="mailto:luana_spindola@yahoo.com.br"&gt;luana_spindola@yahoo.com.br&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olá, professor Paulo Ghiraldelli Jr.&lt;br /&gt;Eu estou te escrevendo por que preciso da opinião de uma pessoa que realmente tenha convicção e conhecimento na área. Acabei encontrando seu sítio na internet e pensei em pedir ajuda.&lt;br /&gt;Bem, primeiramente deixe-me apresentar: Luana Góes Spíndola, aluna do 2º semestre do curso de Direito da AEUDF, em Brasília. Vou ser sincera, não gosto muito de Filosofia... bem, na verdade eu tinha certo preconceito com a matéria, afinal, nem a conhecia, e me deixava levar pelos "preguiçosos pensantes", que a repudiam sem ao menos conhecê-la e sem saber seus reais fundamentos e intenções. Confesso que acabei criando certa empatia pela Filosofia, mas nada mais que isso!&lt;br /&gt;O meu interesse, no caso, foi levantado depois que o meu prefessor de Filosofia afirmou não haver filosofia brasileira; afirmou que nós não temos cultura nem idéias. Gostaria, humildente e ansiosamente, que o senhor, como um bom conhecedor, possa me dizer sua opinião a respeito do fato. Se por ventura concorda ou descorda (espero muito que discorde!) e dê seus motivos. Seria muito oportuno apresentar as idéias de um outro filósofo na sala de aula!&lt;br /&gt;Grata pela atenção,&lt;br /&gt;Luana&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Resposta do Professor Virtual&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Luana&lt;br /&gt;Seu professor falou que não existe filosofia brasileira, muito provavelmente, porque ele pensa que filosofia é apenas metafísica. A metafísica desenvolvida no Brasil, de fato, não é original. Se é, não teve força teórica para se mostrar. E a metafísica é considerada pelos filósofos, ao menos os mais tradicionais, como o central da filosofia. Todavia, a filosofia social e política e a a filosofia da educação, certamente são originais. Aliás, do mesmo modo que os Estados Unidos exportaram a filosofia pragmatista, com Dewey à frente, o Brasil exporta filosofia da educação, com Paulo Freire à frente. E não só. O Brasil é um exportador de filosofia da educação em várias correntes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Venha para o CEFA - &lt;a href="http://www.cefa.org.br/" target="_blank"&gt;http://www.cefa.org.br/&lt;/a&gt; - e poderá crescer muito! Vai gostar!&lt;br /&gt;Leia o Blog &lt;a href="http://professordefilosofia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;http://professordefilosofia.blogspot.com/&lt;/a&gt; e encontrará textos sobre seu assunto.&lt;br /&gt;Paulo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8192930-109426496198279213?l=professorvirtual.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109426496198279213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8192930/posts/default/109426496198279213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://professorvirtual.blogspot.com/2004/09/filosofia-brasileira.html' title='Filosofia Brasileira'/><author><name>Paulo Ghiraldelli Jr.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10010584274633570571</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='17' src='http://bp3.blogger.com/_ElVH5nwaexE/R5T9f2rGZxI/AAAAAAAAAjg/3p-2Js2bWHA/S220/dupla+c%C3%B3pia.gif'/></author></entry></feed>
